terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Dois MIL e ONZE...

Quero não desanimar, não esquecer pessoas importantes, não falar sem pensar... e não me arrepender.
E em todos esses “nãos” deixar claro que só existe um motivo para sorrir, o “sim”. Quando dizemos sim a vida e sim às pessoas que acreditamos, quando sem pestanejar balançamos a cabeça em sinal positivo quando confiamos em algo ou em alguém. O Sim é uma das coisas mais importantes na vida... Com ele deixamos de passar pela vida e passamos a fazer parte dela, pura e simplesmente porque escolhemos essa opção. A decisão de um não por um sim é uma escolha pessoal. Mas, como tudo na vida, até mesmo essa escolha é reversível.
Quero somente NÃO deixar de dizer SIM quando for preciso.


Vou comprar um pandeiro... Adoro isso!
Vou aprender um novo idioma...
Vou fazer alguns concursos públicos...
Vou dirigir o carro do meu pai...
Vou rever várias vezes meus amigos...
Vou estudar coisas novas...
E fazer a tatuagem que tanto sonho.
Sorrir mais, me preocupar menos...
Ajudar mais, e fechar menos os olhos...
Ouvir mais, falar menos...
Realizar mais... e sonhar... na mesmo proporção.
Quero escrever um conto...
Quero não ter medo de ter medo ás vezes...
Quero sonhar acordada... Com um olho no peixe e outro no gato.
Confiança, liberdade e igualdade serão meu lema.
Sonhos, fantasia e magia ajudarão a aquecer minha alma...
Sorte, sucesso e felicidade, minha eterna busca... Pois, saúde eu tenho, e pretendo jamais deixá-la esmorecer.
"... Enquanto houver sol, enquanto houver sol... Ainda haverá..."


Meu Dois mil e DEZ

Só de retroceder em pensamento todo o ano vivido, toda a risada e as lágrimas derramadas, já estou cansada.
Mas, ainda assim, foi um bom ano. Tive algumas perdas irreparáveis, algumas incertezas, outras decepções. Tive também algumas atitudes indispensáveis, sinto até um tanto de orgulho, pois quando se precisa é justamente quando temos que demonstrar força e sentido de justiça.
Neste ano ainda, me decepcionei com os outros e comigo mesma. Escrevi algumas coisas, fiz um blog. Reescrevi histórias já vividas e me imaginei com pessoas do passado. Cantei canções antigas, dancei baladas, sacudi as cadeiras e o mais importante, gargalhei bastante! “Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”. Basicamente essa é a frase escolhida.
Posso dizer que este ano eu vivi. Fiz coisas que nunca havia feito, conheci pessoas e fiz novas amizades. E claro, sem esquecer dos que fizeram parte do meu crescimento. Promovi encontros e reencontros.
Pela primeira vez tomei um gole de uísque (muito ruim, por sinal...rs).
Frequentei três baladas.
Ajudei amigos, ouvi o que tinham a dizer e no que pude, falei o que meu coração aspirava e desejava.
Recebi ajuda também, é claro, afinal sou de carne e osso. Recebi elogios de pessoas queridas, e de outras que nem poderia imaginar.
Briguei para defender meus ideais, briguei por justiça. Saboreei uma nova paixão, bem passageira é verdade. Deliciei-me com abraços de amigos e parentes, e disse várias vezes “eu te amo” para os que mereciam.
Esqueci intrigas, esqueci desafetos e continuei caminhando. Tentando iluminar o meu caminho ainda em alguns trechos obscuros. Não desanimei, a cada piscadela pela manhã, respirava e me sentia renovada. Se não totalmente realizada, pelo menos feliz.
Comecei a estudar um novo idioma, o francês.
Espero voltar para a faculdade em fevereiro, seja para terminar o que comecei, seja para iniciar uma que no momento me instiga. O Direito.
Planejamento nunca foi meu forte, as coisas acontecem parecidas com uma letra música “Deixa a vida me levar, vida leva eu”. 

E como “quem canta seus males espanta”... Eu pretendo seguir cantando, mesmo que minha voz seja abafada pelas injustiças que meus olhos ainda presenciarão. Pretendo sonhar mesmo que a realidade mais cruel interfira neles. Pretendo ainda, seguir... Seguir para algum lugar ao sol, ou até mesmo, algum lugar na chuva. Mas, que este lugar me satisfaça e me realize.
 E que neles eu me reencontre com as pessoas que realmente são especiais e me encontre com pessoas que valham a pena. Porque eu estou na vida para sorrir.